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Foto de Arthur Leipzig, estadunidense fotógrafo de ruas

quando eu era criança, morando num lugar de ruas calçadas com pedras, eu desejava uma rua de asfalto só pra poder desenhar, depois escrever, no chão todo… com os cacos de pedras arrancados do calçamento, que davam um excelente giz!

o-ultimo-salto-de-nijinskiNijinsky salta.

“Há, ainda, koans expressos corporalmente, como em atitudes aparentemente excêntricas ou ‘demonstrações de loucura’ (gritos, danças, pulos) de mestres cuja sabedoria e proximidade da ‘Verdade Última’ são incontestáveis” Rodrigo Wolf Apolloni.

mirrado mar marrento
“Cowboys
também sambam”
botina e chapéu
andançando pela Caetés

dtsnoei

oonda

s e n t i d o
embaralhado
d e s t i n o

céu de carneirinhos
um grande intestino
desembrulhado

taquara casula borbolheta
canudo casula borbolheta
canudo casulo borbolheta

borbolheta

Mais um dia cinco, o nono desde que a Samarco (BHP + Vale) destruiu o Bento com seu rejeito.
Cresci na Vila (Samarco), que fica numa parte do distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto, ligada ao Bento por uma estrada de terra (que corta uma floresta de madeireira) – e desligada pela lama.
Digo que meu sangue nem é feito de hemácia, mas de hematita, pois que meu pai trabalhou na mineradora desde antes de eu nascer até se aposentar.
Criança ainda, estive na beira da cava de Germano, sem funda de tão funda, e desde então morri de medo do fim do mundo.
Então, em cinco de novembro de dois mil e quinze o mundo acabou – e eu faço parte dessa destruição.

Se alguém pode e deve criar um mundo novo, é a gente do Bento.

E eu sinto muito, mais ainda pela minha impotência.

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– poema à procura de um lugar –

universusoco

domingo lido comigo

cia / lado a lado / ausên-

essa vida que nos atrav-